UM SANTO NÃO PODE MORRER!
- Reverendo Padre Jorge Aquino ✝

- 14 de dez. de 2016
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Rev. Côn Jorge Aquino
Hoje nosso país foi abalado com a notícia da morte do Cardeal Paulo Evaristo Arns, aos 95 anos. D. Paulo, como era conhecido, não era um homem qualquer. Franciscano de formação, viveu toda sua vida sob o signo e o exemplo de São Francisco e, portanto, na defesa dos mais pobres, dos perseguidos e de toda forma de vida.
Boa parte de sua vida foi à frente da Arquidiocese de São Paulo. Foram 27 anos como Arcebispo de São Paulo e como gestor das diretrizes colocadas pelo então Concílio do Vaticano II.
Aliás, sua luta contra a ditadura militar foi clara e notória. Um incansável defensor dos Direitos Humanos, ele, juntamente com o pastor presbiteriano James Wright, foi autor do livro Brasil Nunca Mais, que descrevia os fatos que ocorriam nas masmorras dos ditadores que governavam sob a égide das armas.
Com um olhar voltado para muito além de sua religião, era um exemplo do diálogo ecumênico e religioso com inúmeros personagens de nosso país. Ademais, sua relação transcendia o aspecto meramente institucional. Ele se tornava realmente um fraterno amigo daqueles com quem mantinha esses diálogos. É sabido e notória sua amizade com o Bispo Emérito dos Anglicanos no Brasil, D. Glauco Soares, bem como, com Henry Sobel, rabino judeu que também fez história em nosso país.
Mas, gente como D. Paulo Evaristo Arns não morre. Por uma razão muito clara: santos não podem morrer! Santos são elevados à condição de exemplos para o restante da Igreja. E esse é o legado de D. Paulo: ser, para todos nós um exemplo de humildade, de desprendimento, de luta pelos mais fracos e pela vida em abundância. Que Deus o receba festivamente em seus braços paternais e que a festa jamais acabe!


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