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O DESTINO

  • Foto do escritor: Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
    Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
  • 10 de jun de 2016
  • 2 min de leitura

Barra Cunhaú (2)

Estranho o desejo do destino

Durante anos nos fez caminhar nos mesmos lugares

Criar em nós os mesmos valores

Nos fez acreditar nas mesmas coisas

Gostar e não gostar das mesmas frutas

Mas impediu que nos encontrássemos

E em uma bela noite, passado tanto tempo

Em um momento de nenhuma expectativa

Este mesmo destino me fez olhar para você

Mas mesmo tendo olhado, foram seus os olhos que me acompanharam

Me buscaram ávidos pelos cantos onde estávamos

E eu, sem nada perceber

De repente, no último momento

De onde menos esperávamos, eu te vi outra vez

Mas dessa vez foi para que dançássemos pelo salão

Como se fosse possível…

Como se pudesse me mover e ouvir sua voz ao mesmo tempo

Como se dançar e sentir o seu cheiro inebriante

Naquele momento o destino nos entregou um ao outro

Foram minutos que resumiram anos de vida

Expressões que revelaram todas as dores que alguém pode sofrer

Mas mesmo sem perceber, segurava suas mãos e as acariciava

Até que resolvemos que já era chagado a hora de voltar

E nos levantamos

Mas quando você passou ao meu lado, mais uma vez

Depois de tudo o que foi dito

Depois da forma como nos olhamos

Selamos esse momento com doce beijo

Nunca mais deixei de acordar sem lembrar de você

Ou de dormir sem te desejar boa noite

Hoje repartimos os mesmos planos para o futuro

Compartilhamos os mesmos sonhos

Repartimos a mesma vida

Mas não de qualquer forma

Não de qualquer jeito

Ainda que alguém nos ache “doentes”

Ainda que discordem de como somos

Ainda que reclamem de como vivemos

Estamos juntos a cada instante

E, a cada instante, gosto saber que te tenho

E quero tê-la pelo tempo que ainda tenho de vida

Tenho raiva do destino que só me mostrou você no começo de meu outono

Mas sinto, lá dentro, que ele nos preparou um para outro

E nos apresentou um ao outro, no momento certo

No dia certo e pela pessoa certa

E porque foi assim, não podemos permitir que nada dê errado

Você era por quem eu esperava

Quem eu buscava

Quem eu necessitava

Para sentir os mesmos sabores

Para observar a mesma lua brilhando no céu estrelado

Para sentir seu corpo junto ao meu

E me apaixonar cada dia, mais uma vez.

Que me desculpem os estudiosos

Que me perdoem os sem esperança

Que procurem explicações os que não acreditavam

Mas você é a mulher da minha vida

Aquela, ao lado de quem, me vejo dando meu último suspiro

E neste último suspiro

Será seu nome que direi

O nome de quem me compreendeu em todas as minhas limitações

O nome de quem me aceitou com todos os meus defeitos

O nome de quem me abriu os olhos para ver o que não via

O nome de quem me ama incondicionalmente

O nome de quem adormece com meus afagos noturnos

O nome de quem acorda ao meu lado todos os dias

O nome de quem o destino escolheu para ser minha companheira

O nome de quem me conhece como ninguém, neste mundo, me conheceu

O nome “Mônica”

(Rev. Padre Jorge Aquino)

 
 
 

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