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BREVE REFLEXÃO SOBRE O CATECISMO DA IGREJA ANGLICANA NA AMÉRICA DO NORTE – Para Ser um Cristão

  • Foto do escritor: Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
    Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
  • 12 de jul. de 2017
  • 2 min de leitura
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Reverendo Jorge Aquino

21. O que a crença nos Credos significa?

A crença nos credos significa aceitação da verdade revelada de Deus e a intenção de viver por ela. (2 Timóteo 3: 14-15)

Conforme já comentado na questão anterior, o propósito dos Credos é declarar e salvaguardar as verdades sobre Deus, sobre nós e sobre a criação, em conformidade com a revelação revelada as Escrituras. Mas, na questão que hora enfrentamos, temos um importante tema relacionado ao anterior. Afinal, o que significa, então, crer naquelas verdades? Para responder a essa questão, recorremos, conforme aponta a resposta do próprio Catecismo, a duas vertentes concorrentes de respostas.

A primeira vertente para se responder a questão sobre o significado da crença nos Credos, apontam para a aceitação da verdade que foi revelada por Deus. É importante perceber que quando o Catecismo fala em aceitar a “verdade”, ele está utilizando uma palavra que faz parte do bloco de categorias que é estudado pela epistemologia. Afinal, como se conhece a verdade? A verdade pode ser conhecida pela experiência (conhecimento empírico), pela reflexão (conhecimento racionalista) ou pode ser conhecida pelo testemunho (conhecimento autoritativo). Cada uma dessas possibilidades epistemológicas possuem fraquezas e fortalezas. O tipo de conhecimento com o qual estamos tratando aqui é o autoritativo. Este tipo de conhecimento é muito comum quando estamos estudando questões históricas ou psicológicas, por exemplo. Em ambos os casos, atribuímos autoridade ao nosso interlocutor, ao qual, conferimos verossimilhança. Assim, quando acreditamos que Deus nos revela suas verdades, atribuímos à revelação de Deus – ou seja, às Escrituras -, o caráter de verossimilhança. Devemos lembrar que crer por meio da fé não significa abdicar da razão. Primeiro, porque servir-se da fé não é algo próprio da religião. Os historiadores “acreditam” – ou seja, atribuem autoridade – a certos documentos e, com base nisso, faz uma série de afirmações que, acreditam-se, serem verdadeiras. Um exemplo disso é a existência de um indivíduo chamado Sócrates. Existe muito mais documentação histórica que atesta a existência de Jesus do que de Sócrates.

Uma segunda vertente que abordaremos sobre essa questão levantada pelo Catecismo da ACNA, nos é apresentada pelo behaviorismo. Como sabemos, o behaviorismo é uma postura psicológica e pedagógica que associa o comportamento e a educação. Em outras palavras, o behaviorismo entende que somente existe aprendizado quando ocorre uma mudança perceptível no comportamento do indivíduo. Isso quer dizer que, quando o Catecismo afirma que “crer” significa assumir a “intenção de viver” em função dessas verdades, o Catecismo está, implicitamente, assumindo que não existe um verdadeira “crença” que não tenha implicações “comportamentais”. Todas as pessoas que verdadeiramente acreditam nas verdades reveladas por Deus nas Escrituras, devem procurar viver em função dessa crença.

O texto bíblico citado no Catecismo registra uma palavra de admoestação dada pelo apóstolo Paulo à seu filho na fé, Timóteo. Aqui, Paulo o instrui a permanecer naquilo que aprendeu, levando em consideração as pessoas que o ensinaram. Ele, que desde a infância conhecia as sagradas letras por intermédio tanto de sua avó Lóide, quanto de sua mãe Eunice e de Paulo, seu amigo e apóstolo (ver 1:5 e 2:2). Este conhecimento tinha o escopo de “torna-lo sábio para a salvação”. Esta mesma consequência atingirá todos aqueles que se aproximarem das Sagradas Escrituras com a finalidade de aprender a verdade e a viver em conformidade com ela.

 
 
 

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