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BREVE REFLEXÃO SOBRE O CATECISMO DA IGREJA ANGLICANA NA AMÉRICA DO NORTE – Para Ser um Cristão

  • Foto do escritor: Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
    Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
  • 9 de abr. de 2017
  • 4 min de leitura
catechism-anglicano

Rev. Cônego Jorge Aquino

9. Quem é Jesus Cristo?

Jesus é meu Salvador, plenamente divino e plenamente humano. Ele carregou meus pecados morrendo em meu lugar na cruz e então ressurgiu da morte para governar como um Rei ungido sobre mim e toda a criação (Colossenses 1: 15-26).

Comentário:

A questão de número nove do Catecismo se volta para três temas extremamente importantes da cristologia: a pessoa de Cristo, sua obre redentora e, finalmente, a consequência dessa obra.

Em primeiro lugar o texto do Catecismo se refere à pessoa de Jesus Cristo. E a primeira informação que ele nos dá é que Jesus é nosso Salvador. De fato, as Escrituras afirmam que Ele é o caminho, a verdade e a vida, e que ninguém vai ao Pai a não ser por meio dele. Ato contínuo, o Catecismo faz referência ao grande problema que atingiu o cristianismo primitivo: a relação entre as duas naturezas de Jesus. É importante ressaltar que o debate sobre as naturezas de Jesus está colocada dentro do contexto de que Ele é nosso Salvador. O Catecismo diz, como os credos ancestrais da Igreja, que Jesus é plenamente homem e plenamente Deus. Mas porque isso é importante? Porque somente alguém que fosse completamente homem poderia ser um competente substituto e morrer em lugar dos homens. O sacrifício de animais não podia cumprir essa exigência. Mas ele também tinha que ser plenamente Deus. E isso porque somente alguém completamente perfeito e sem mácula, seria capaz de oferecer um sacrifício igualmente perfeito pela humanidade. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

A segunda verdade ressaltada no Catecismo tem a ver com sua obra redentora. O texto diz que Cristo “carregou meus pecados”, levando sobre seus ombros a culpa que era nossa. Por isso diz as Escrituras: “Ele foi ferido por causa de nossas transgressões, e moído por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53: 5). Em seguida diz que Jesus “morreu em meu lugar na cruz”, afirmando que a morte de Jesus foi vicária, ou seja substitutiva. Jesus morreu pela humanidade. A obra de Jesus foi realizada na Cruz, por isso ele, em suas ultimas palavras, disse: “está consumado” (João 19: 30).

A terceira verdade que podemos encontrar nesta nona pergunta do Catecismo diz respeito às consequências da obra de Jesus realizada na cruz. O texto do documento diz que ele “então ressurgiu da morte para governar como um Rei ungido sobre mim e toda a criação”. A morte não teve forças para detê-lo na sepultura. Ele ressuscitou, vencendo a morte e garantindo a ressurreição de todos os que creem nele. Mais que isso, ao ressurgir dos mortos, ele foi ungido Rei sobre toda a criação, o que inclui a todos nós. Tudo, hoje, está sob seu domínio. O Reino já está entre nós, embora não tenha se manifestado completamente, ainda.

O final do texto do Catecismo faz referência ao livro de Colossenses 1: 15-26, que diz: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro. Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês, e completo no meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor do seu corpo, que é a igreja. Dela me tornei ministro de acordo com a responsabilidade por Deus a mim atribuída de apresentar-lhes plenamente a palavra de Deus, o mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora foi manifestado a seus santos”. Neste texto fica claramente manifesta a sua divindade, sua condição de criador do que existe, sua primogenitura dentre os mortos, sua obra de reconciliação feita com sangue trazendo paz entre Deus e os homens e nossa apresentação diante de Deus na condição de santos. Este é o Evangelho que Paulo pregava e que a Igreja deve manter incólume.

 
 
 

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