BREVE REFLEXÃO SOBRE O CATECISMO DA IGREJA ANGLICANA NA AMÉRICA DO NORTE – Para Ser um Cristão
- Reverendo Padre Jorge Aquino ✝

- 20 de abr. de 2017
- 2 min de leitura

Rev. Cônego Jorge Aquino
10. Existe algum outro caminho de salvação?
Não. O Apóstolo Pedro disse sobre Jesus: “Não existe salvação em nenhum outro” (Atos 4: 12). Jesus é o único que pode me salvar e me reconciliar com Deus (I Timóteo 2: 5).
Comentário:
A resposta a esta importante questão é colocada de forma extremamente clara pelo Catecismo da ACNA: “Não”, não existe salvação em nenhum outro. Este singelo e monossilábico “Não” é o resultado consequente e lógico das próprias palavras de Jesus que afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; e ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14: 6). Ao fazer essa afirmação, Jesus se coloca como a única forma de acesso ao Pai. Essa era uma convicção pessoal que Ele tinha e que não pode ser relativizada sem que surjam sérias consequências para nossa teologia.
Depois dele, o pensamento da igreja primitiva pode ser visto na declaração feita pelo Apóstolo Pedro, segundo quem, “Não existe salvação em nenhum outro” (Atos 4: 12), pois, abaixo dos céus nenhum outro nome nos foi dado por meio do qual possamos ser salvos. Assim como Jesus postula ser o “único caminho” que leva ao Pai, Pedro vai adiante e torna essa verdade muito mais clara ao afirmar que “não existe salvação em ninguém mais” senão em Jesus. Nenhum outro nome, seja ele o de um profeta, apóstolo, mestre, iluminado, etc., pode ser apresentado aos homens como instrumento de salvação. Somente Jesus tem essa prerrogativa.
Da mesma forma o Apóstolo Paulo afirma que só existe um Deus e, da mesma forma, só existe um mediador entre Deus e os homens, e essa pessoa é Jesus Cristo. É Ele quem nos salva e nos reconcilia com Deus (I Timóteo 2: 5). A única forma de que único Deus possa se reconciliar com a humanidade, passa pela pessoa do único mediador que é Jesus Cristo homem. Ao assumir nossa humanidade, ele se tornou o melhor mediador entre a humanidade e a divindade. E por assumir essa mediação, exerce melhor seu ministério salvífico.
Como consequência prática dessas informações bíblicas, entendemos que frases como aquelas que apareceram no início da Idade Média e que diziam que “fora da Igreja não há salvação” são exageros absurdos. O correto seria afirmar: “fora de Jesus não há salvação”. A ênfase deve ser retirada de sobre a instituição religiosa e voltada para a pessoa de Jesus Cristo. A Igreja é apenas um dos arautos do Reino de Deus, mas o centro da salvação é Jesus.
Nosso entendimento é que a salvação nem é exclusivista, ou seja, centrada somente na Igreja, nem é pluralista, afirmando que é possível ser salvo mesmo sem que a pessoa não conheça a Jesus; mas sim, cristocêntrica, ou seja, centralizada na pessoa de Cristo. Em outras palavras, o caminho da salvação passa apenas por Jesus Cristo e sua graça. Mas se alguém, fora do cristianismo, de alguma forma vier a ser salvo, somente o será por meio da graça de Jesus atuando pela ação soberana de Deus. Mas sempre por Cristo, com Cristo e em Cristo.


Comentários