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BREVE REFLEXÃO SOBRE O CATECISMO DA IGREJA ANGLICANA NA AMÉRICA DO NORTE – Para Ser um Cristão

  • Foto do escritor: Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
    Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
  • 25 de jul. de 2017
  • 2 min de leitura
catechism-anglicano

23. Por que você reconhece esses Credos?

Eu reconheço esses Credos com a Igreja porque eles são fundamentados na Sagrada Escritura e são expressões fiéis de seus ensinamentos. (1 Coríntios 15: 3-11, Filipenses 2: 6-11)

Reverendo Jorge Aquino

Comentário:

Antes de responder a esta questão, é importante registrar que, na resposta dada pelo Catecismo, “Eu reconheço esses Credos com a Igreja”, ou seja, esse reconhecimento não é pessoal ou individual; e sim coletivo e eclesial. Somos uma igreja que acredita e não um ajuntamento de descrentes que se reúnem para discutir amenidades. A Igreja difere de uma ONG pelo fato de que ela “crê” e procura compartilhar sua fé. No texto da primeira carta de Paulo aos Coríntios há uma clara referência ao fato de que a fé é passada de pessoa para pessoa. Paulo diz: “vos entreguei o que também recebi” (I Co 15:3), e em seguida, apresenta um resumo de sua fé que contempla a morte de Cristo pelos nossos pecados (v.3), seu sepultamento e ressurreição (v.4) e a enumeração das testemunhas desse fato (v.5-8). Finalmente, Paulo ressalta que não importa qual dessas pessoas deu seu testemunho aos coríntios, o que importa é que isso é o que foi pregado e assim a igreja creu (v.11).

Mas, para responder à pergunta acerca da qual reconhecemos esses credos, o Catecismo diz que nós os reconhecemos por duas razões. Em primeiro lugar, porque eles são fundamentados na Sagrada Escritura. Quando lemos os Credos, logo percebemos sua estrutura trinitária. Dizer isso significa afirmar que quando lemos os Credos reconhecidos pela Igreja, logos nos damos conta de que eles podem ser divididos em três partes, cada uma delas começa com a citação de uma das pessoas da SS. Trindade. Assim, por exemplo, o Símbolo Apostólico começa dizendo: “Creio em Deus Pai Todo-Poderoso”; em seguida diz: “Creio em Jesus Cristo, seu único Filho…”, e encerra dizendo: “Creio no Espírito Santo”. No corpo de cada seção, os Credos desenvolvem temas a respeito de cada uma dessas três pessoas. O Credo Niceno, segue na mesma direção, no entanto, ele é mais elaborado no seu afã de demonstrar a divindade de Jesus mais claramente. O mesmo pode ser dito do Credo Atanasiano. Todos eles estão solidamente fundamentados nas Escrituras.

Em segundo lugar, porque eles são expressões fiéis dos ensinamentos bíblicos. Parece que a primeira e a segunda razão são idênticas. Mas não são. Enquanto a primeira olha para trás, e busca um fundamento, a segunda olha para frente e fala de uma expressão. Os Credos expressam, ou seja, anunciam, proclamam e propagam aquilo que está nas Escrituras. No texto de I Co 15:3,4 encontramos uma expressão que aparece inúmeras vezes no Novo Testamento: “segundo as Escrituras”. O que pregamos é, portanto, conforme o que ensina as Escrituras. Por isso, em Filipenses 2: 6-11, Paulo se expressa na forma de um hino que apresenta a cristologia da Igreja primitiva. E, ao final, ele assevera que sua intensão é que toda língua “confesse” que Jesus Cristo é Senhor (Fp 2:11). Note que só pode “con-fessar” quem tem fé e uma fé comum. Eis a razão porque confessamos, dominicalmente, nossa fé durante a liturgia.

 
 
 

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