“AS COISAS VELHAS JÁ PASSARAM, EIS QUE TUDO SE FEZ NOVO”
- Reverendo Padre Jorge Aquino ✝

- 31 de dez. de 2016
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Rev. Cônego Jorge Aquino
Um certo pensador chamado Terêncio disse certa vez: “tudo o que é humano me é peculiar”. Isto significa que não há homem que não experimente tudo aquilo que é comum aos humanos.
Uma das experiências mais comuns é a sensação de finitude. Todos os anos, em dezembro, o número de pessoas depressivas aumenta. Aumenta também o numero de suicídio e as pessoas ficam muito mais sensíveis. É claro que para muita gente a culpa é do “espírito do natal”, que “amolece” os corações. Não creio que seja assim.
Acredito que o aumento de crises existenciais em dezembro está mais ligado à experiência da finitude. Mais um ano está acabando. O fim está chegando. Toda experiência de finitude nos deixa assim. Seja o fim de um empreendimento, o fim de um relacionamento ou o fim da vida. Toda experiência de finitude nos deprime.
Mas eis que o “fim” não tem a ultima palavra. Há um recomeço! Janeiro nos lembra que o ano, assim como os relacionamentos, os empreendimentos e nossos sonhos, não precisam, necessariamente, se acabar com o ano que se vai. Deus é o Deus do recomeço.
Nele, é possível voltar a sonhar com uma vida familiar equilibrada; nele podemos rever o que erramos em nosso empreendimento profissional e refazer o planejamento; nele podemos voltar a sonhar com nossos planos e nos ver, mais uma vez, mobilizados em uma vida que se renova.
Muitas famílias encerraram o ano em crise. Um Ano Novo é sinal de vida nova! É sinal de que as atitudes antigas devem ser abandonadas com o ano que passou e novos gestos devem ser assumidos em janeiro.
Muitos empreendimentos encerraram o ano em crise. Um Ano Novo é motivo para recomeçar. Recomeçar com um novo tipo de relacionamento entre os companheiros de trabalho. Recomeçar com novos desafios e novos alvos.
Muitas pessoas encerraram o ano em crise. O Ano Novo nos dá um “mote” para voltar a sonhar: “tudo se fez novo”. Em Cristo é possível recomeçar de onde caímos. É ele quem nos dá forças para recomeçar a caminhada mais uma vez. E uma vez que “o cair é do homem e o levantar é de Deus”, vivamos o ano que se inicia com a convicção de que, em Cristo somos e seremos mais do que vencedores.
Não há como esquecer as palavras do personagem infantil que sempre encerrava o seriado dizendo: “para o alto e avante!” É assim também que devemos encarar mais este ano, olhando sempre para Jesus, o autor e consumador de nossa fé.


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