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ACORDO HISTÓRICO ENTRE A IGREJA ANGLICANA E A IGREJA ORTODOXA

  • Foto do escritor: Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
    Reverendo Padre Jorge Aquino ✝
  • 10 de out. de 2017
  • 3 min de leitura
Comissão Anglicana Ortodoxa oriental


Os teólogos da Comunhão Anglicana e das Igrejas Orientais Ortodoxas firmaram um acordo histórico sobre o Espírito Santo. A Declaração Acordada sobre a Procedência e a Obra do espírito Santo foi firmada depois de uma semana de debates na Comissão Internacional Anglicana Ortodoxa-Oriental (AOOIC ) e encerra dois anos de trabalhos sobre o tema.

Em sua reunião de 2015 em Gales, os membros da AOOIC discutiram sobre a “processão”  do Espírito Santo e acordaram pela omissão da cláusula “Filioque”, uma linha  de la cláusula de Filioque , una línea colocada no Credo de Niceia pela tradição latina ocidental (Roma) que causou um cisma entre as Igrejas ortodoxas orientais e as Igrejas ocidentais e que, lamentavelmente, foram herdadas pela maioria das igrejas de tradição Anglicana. A cláusula diz que o Espírito Santo procede “do Filho” (Jesus) e do Pai. Este ano, os membros da Comissão finalizaram o texto de ambas as partes da Declaração conjunta sobre la Processão e a Obra do Espírito Santo , que em seguida foi assinada pelos co-presidentes, o Bispo de S. Asaf de Gales, Gregory Cameron e o Bispo Metropolitano de Damiette da Iglesia Ortodoxa Copta, durante uma Oração Verspertina especial na Catedral Christ Church de Dublín. Será lançada uma publicação da Declaração com a próxima reunião da Comissão no Líbano, em outubro de 2018. O Acordo estabelece: “Aceitamos que o Credo Niceno-Constantinopolitano, baseado nas Escrituras, pretende implicar a processão eterna del Espírito Santo. Portanto, as Igrejas Ortodoxas Orientais consideram a adição do ‘Filioque’ como um erro já que rompe a ordem dentro da Trindade e questiona o papel do Pai como fonte, causa e principio tanto do Filho como do Espírito. “A Tradição Anglicana, contudo, vê a cláusula ‘Filioque’ como ‘una interpolação, irregularmente posta no texto do Credo e desprovida de qualquer autorização canônica’. Isto conduziu à Declaração Acordada em Moscou 1976, do Diálogo Teológico Anglicano-Ortodoxo e às declarações subsequentes que se referem à inadequação de sua inserção no Credo. “Depois da Declaração Acordada em Moscou (1976), os anglicanos concordaram que  ‘A cláusula do Filioque não deveria se incluída nesse Credo'”. O acordo de Dublín continua dizendo que “A Sagrada Escritura fala do Espírito Santo como movimento por meio das vívidas imagens da água, fogo e vento. O Espírito Santo fala na Igreja e a move da área de comodidade interna até ao lugar do compromisso externo. O Espírito Santo atua como a força dinâmica dentro de una compreensão redentora da memoria como se encontra em um passado histórico e conduz à responsabilidade futura em um mundo em mudança. “Em um mundo de trajetórias forçadas e chegadas temerosa; em um mundo de movimento acelerado; em um mundo de fragmentação devastada pela guerra e pelo martírio valoroso; el Espírito Santo, o Consolador, transcende o tempo e o espaço e, no entanto, habita em ambos. O mesmo Espírito é enviado a comissão e faculta aos fracos, serem fortes, aos humildes para serem valentes, aos pobres para serrem consolados e abençoados em um mundo caído que es sustentado pela providência e Graça de Deus, a Trindade que faz novas todas as coisas em fé, esperança e amor “. O Arcebispo de Dublín, Dr. Michael Jackson, é membro de AOOIC e atuou como anfitrião da reunião, em um sermão especial, disse que os membros da AOOIC haviam “trabalhado juntos como duas famílias que se haviam convertido em apenas uma só“.

 
 
 

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